Inovações realizadas por mulheres e sua posição como líderes da atualidade
Publicado originalmente em 11 de agosto de 2020.
Inovação.
Substantivo feminino.
1 Ato ou efeito de inovar.
2 Tudo que é novidade; coisa nova.1
A inovação é uma constante no desenvolvimento humano, é a força motriz que impulsiona a sociedade ao longo dos anos para buscar o seu crescimento e aperfeiçoamento. Dentro desse conceito tão utilizado na atualidade e de gênero feminino, não cabe na construção desta palavra qualquer distinção de gênero, pessoa, raça ou orientação sexual!
Sabendo-se que o Dia Internacional da Mulher será no dia 8 e que essa data é um marco histórico para repensarmos o papel do feminino na sociedade, nada mais pertinente do que falarmos um pouco sobre as mulheres e a sua posição atual e histórica no mundo da inovação.
Inovação não é, necessariamente, a realização de uma transformação ou mudança tecnológica, mas também pode ser sinônimo de criar caminhos e estratégias diferentes, renovando ideias, processos, serviços e/ou produtos. A inovação não se prende a quaisquer critérios, ela somente se liga ao novo.
Mulheres em cargos de liderança, fomentando equipes e direcionando o espírito colaborativo ainda são exemplos de inovação e mudança de paradigma, apesar de historicamente existirem muitas mulheres atuando nos bastidores ou mesmo inovando sem receberem os devidos créditos. O Brasil ocupa a 10ª posição com mais empresas que têm mulheres líderes no mundo2, entretanto, apenas 13% das empresas brasileiras tem como CEO uma mulher3.
Uma das icônicas premiações sobre o impacto das mais variadas inovações no mundo, o Prêmio Nobel é realizado desde 1901 e, até hoje, das 919 pessoas premiadas, apenas 53 são mulheres, cerca de 5,76% do total de ganhadores. Mas nem todas as inventoras e cientistas do mundo precisaram ser contempladas com o Nobel para impactarem o mundo.
Nettie Stevens, por exemplo, descobriu os famosos cromossomos X e Y, impulsionando o estudo da genética. Alice Ball, pioneira no tratamento da hanseníase, promoveu o único tratamento efetivo até a criação dos antibióticos. Hedy Lamarr, atriz e inventora, desenvolveu a ideia do “salto de frequência” responsável pela comunicação via wi-fi e bluetooth.
Em linha com esses nomes os novos estudos do MIT4 apontarem que equipes com mais mulheres tendem a apresentar maior inteligência coletiva5 e, por consequência, poderem inovar mais e agir coletivamente em prol do desenvolvimento social. No mesmo sentido temos as análise realizadas pela Harvard Business Review6 ao destacarem que uma efetiva participação feminina nas entidades pode aumentar consideravelmente o desenvolvimento dos negócios da empresa.
O número de mulheres ocupando cargos de liderança, se especializando, pesquisando e sendo conhecidas por suas habilidades vem aumentando nas últimas décadas, mas ainda não é o suficiente. Precisamos de mais exemplos de mulheres líderes, cientistas, empreendedoras, CEO’s e pesquisadoras. Precisamos de mulheres em todas as áreas e já passou da hora de todos nós levantarmos esta bandeira.
1 – Disponível em:https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/inova%C3%A7%C3%A3o/
2 – Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2019/03/brasil-e-o-10-com-mais-empresas-que-tem-mulheres-lideres-mas-proporcao-deixa-desejar.html
3 – Disponível em: https://valor.globo.com/carreira/noticia/2019/10/15/apenas-13percent-das-empresas-brasileiras-tem-ceos-mulheres.ghtml
4 – Disponível em: https://www.nytimes.com/2015/01/18/opinion/sunday/why-some-teams-are-smarter-than-others.html
5 – Disponível em: https://cci.mit.edu/publications/
6 – Disponível em: https://hbr.org/2013/08/how-women-drive-innovation-and
Artigo elaborado em coautoria com Luciano da Fonseca.
Conteúdo originalmente disponível em:
https://www.lexology.com/library/detail.aspx?g=dbaee47f-3c17-4093-8247-6549465a4015
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