Livros

Série COVID: Coronavírus e as confusões de marca

Publicado originalmente  em 17 de março de 2020.

Close-up of epidemiologist with COVID-19 sample in test tube.

Diante da pandemia que vivemos, muitas informações passadas nem sempre são verídicas e, por vezes, o leitor não consegue identificar e distinguir o que é realidade e o que é mera fake news. Apesar de os jornais estarem carregados de informações sobre a COVID-19 ou o coronavírus, nome que é amplamente divulgado pela mídia, pouco é falado sobre sua origem, existindo especulações de todos os lados. O vírus seria derivado de algum animal silvestre.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde)1, o COVID-19 pertence à família dos coronavírus, conhecida por trazer problemas respiratórios para humanos e animais. A atual pandemia é causada por um novo vírus que ainda não tinha sido identificado em humanos, o identificado como COVID-19.

Ocorre que, no Brasil, também existem marcas registradas que identificam os mais variados produtos com o elemento nominativo “Corona”, em diversos ramos de atuação, tais como: produtos elétricos, bebidas, automóveis, ferramentas portáteis, dentre outros.

Devido a semelhança das marcas “corona” e da família de vírus “coronavírus”, algumas pessoas estão se confundindo quanto à origem da doença, atribuindo a sua existência aos produtos identificados com as marcas registradas “corona”.*

Diante deste cenário, é importante ressaltar o papel da marca como um sinal distintivo do serviço e produto, que busca identificar determinado bem para o seu público consumidor, evitando confusão com terceiros.

As marcas não precisam identificar a procedência dos produtos ou serviços, mas para a construção da sua reputação é importante a realização de ações de divulgação que contém a sua história, a origem dos produtos e o desvinculem de qualquer produto similar ou de outros bens com o mesmo elemento, como no caso em tela.

Considerando que as marcas protegem os sinais distintivos ligados a determinado segmento de negócio, confusões entre “coronavírus” e os produtos identificados com a marca “corona” devem ser evitadas por meio da ampla proteção da marca frente a tais informações difusas e ainda de ações de divulgação e esclarecimento por parte dos titulares.

 

1 – Disponível em:
https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/question-and-answers-hub/q-a-detail/coronavirus-disease-covid-19https://www.businessinsider.com/corona-beer-coronavirus-sickness-misinformation-2020-2?IR=T

2 – Disponível em: https://www.businessinsider.com/corona-beer-coronavirus-sickness-misinformation-2020-2?IR=T

 

 

Conteúdo originalmente publicado no em: https://www.lexology.com/library/detail.aspx?g=d38a2f17-7f47-4425-89cf-44faeaefd684

 

Créditos da imagem: Designed by Freepik, licença gratuita.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *